A Apple vai lançar uma atualização do Safari em setembro de 2025 que remove identificadores de clique das URLs. O principal deles é o GCLID, usado pelo Google Ads para rastrear conversões. Outros identificadores como FBCLID, MSCLKID e TWCLKID também serão removidos.
Hoje, isso já acontece no modo privado do Safari. A partir da próxima versão, passa a valer também para sessões normais.
Se você roda campanhas de tráfego pago, especialmente no Google Ads, isso significa uma coisa: você vai começar a perder conversões. Porque sem GCLID, não tem atribuição. E sem atribuição, não tem dado confiável.
A conversão até acontece, mas o Google não sabe de onde ela veio. O resultado é um relatório incompleto, um ROI mal calculado e uma campanha otimizada com base em dados quebrados.
A pergunta que importa agora é se dá pra resolver. E a resposta é sim. Mas não com o traqueamento tradicional no navegador. A saída é usar server-side tracking.
Por que o GCLID é tão importante
O GCLID é o que liga um clique no anúncio a uma ação dentro do seu site. Quando ele desaparece, o Google Ads não consegue mais conectar o clique à conversão. Isso afeta o volume de conversões atribuídas, o tamanho das audiências de remarketing e a performance da conta como um todo.
Se uma parcela relevante do seu tráfego vem do Safari, a performance da campanha pode cair mesmo com tudo configurado corretamente.
Por que o traqueamento client-side não é suficiente
Você pode até tentar soluções no lado do navegador, como criar cookies personalizados ou interceptar parâmetros antes que o Safari os apague. Isso funciona em alguns casos, mas exige manutenção constante. O Google muda o nome do cookie e o formato dos parâmetros sem aviso. E qualquer nova política da Apple pode fazer tudo parar de funcionar de um dia para o outro.
É um castelo de cartas instável.
Como resolver com traqueamento server-side
Com server-side tracking, o navegador deixa de ser um ponto crítico. A captura do dado acontece no servidor, o que permite gravar o GCLID com segurança mesmo que ele não esteja mais visível na URL.
É uma solução mais robusta, confiável e à prova das mudanças constantes dos navegadores. E o melhor é que, feita da forma certa, você continua usando o Conversion Linker nativo do Google, que se adapta automaticamente a qualquer alteração do Google Ads.
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O que você precisa fazer
Primeiro, crie um parâmetro de backup no Google Ads. Vá até a aba de traqueamento e adicione na seção Final URL Suffix algo como qwerty={gclid}. Isso faz com que, a cada clique no seu anúncio, a URL tenha dois parâmetros: gclid e qwerty. Se o Safari remover o gclid, você ainda tem o valor salvo no qwerty.


Depois, configure o Query Replacer no seu servidor do Google Tag Manager.

Essa variável vai trocar o valor do parâmetro qwerty por gclid. Ou seja, mesmo que o gclid original seja apagado, você continua com um valor válido para o sistema entender e registrar corretamente.

Crie uma transformação no sGTM que edita o valor do parâmetro page_location e aplique essa transformação na tag do Conversion Linker. Isso garante que o Linker vai trabalhar com um gclid válido, mesmo que ele não esteja mais visível na URL do navegador.

Para ter certeza de que tudo está funcionando, teste. Simule acessos com e sem gclid na URL.

Se o cookie FPGCLAW for criado corretamente mesmo sem o parâmetro original, seu tracking está seguro.

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Se você não fizer nada, vai perder conversões
O Safari é um dos navegadores mais usados no iPhone. Em alguns mercados, chega a representar 40% do tráfego. Se você depende de dados para tomar decisão e otimizar campanhas, não pode ignorar essa mudança.
O server-side tracking é mais do que uma solução. É uma proteção contra o cenário de perda de dados que já está se tornando o novo padrão.
Essa atualização do Safari não é exceção. É parte de um movimento que vai continuar. Quanto antes você se adaptar, mais vantagem vai ter.
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